Em 26 de abril, é celebrado o Dia da Magistratura da Justiça do Trabalho, e prestamos nossa homenagem às juízas e aos juízes negros que atuam incansavelmente em prol de justiça social! Lembramos, neste momento, a Dra. Manuela Hermes de Lima, juíza da Vara do Trabalho de Jacobina, na Bahia (TRT5); o Dr. Adriano Romero da Silva, juiz da Vara do Trabalho de Juína, no Mato Grosso (TRT23); a Dra. Mylene Pereira Ramos, juíza aposentada na 20ª Vara do Trabalho de São Paulo – Zona Sul (TRT2); o Dr. Agenor Calazans da Silva Filho, juiz da 25ª Vara do Trabalho de Salvador (TRT5); a Dra. Nadya Nascimento da Cruz, juíza da Vara do Trabalho de Itaberaba, na Bahia (TRT5); o Dr. Manoel Hermes de Lima, juiz aposentado na 3ª Vara do Trabalho de Maceió (TRT19); e a Dra. Wanessa Mendes de Araújo, juíza substituta da 22ª Vara do Trabalho de Brasília (TRT10).

É também o momento de lançarmos uma pergunta: apesar de sermos 56% da população, qual é a nossa representavidade no sistema de justiça? O Censo da Magistratura, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2018, revelou que apenas 18% das(os) magistradas(os) do país se declaram negros. Destes, apenas 1,6% disseram ser pretos. Esses dados comprovam que a subrepresentatividade das pessoas negras nos espaços de poder e decisão não exclui o sistema de justiça brasileiro.

Apesar da existência de cotas para concurso público, ainda precisamos avançar muito para combater um problema estrutural e estruturante da nossa sociedade: o racismo!
Precisamos de uma magistratura mais plural e diversa, de uma representatividade crítica e de um sistema de justiça que exerça seu papel de garantir os direitos individuais, coletivos e sociais, de todas as pessoas, com equidade de gênero e raça. Nós existimos! Representatividade importa!

Categories:

Tags:

No responses yet

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *