Uma das reivindicações da advocacia negra é a necessidade da OAB Nacional realizar um censo da advocacia que analise, entre outros quesitos, raça, cor e etnia da advocacia inscrita em todo o país.

Identificar o perfil da advocacia é essencial para traçar políticas e estratégias para grupos específicos e ainda invisibilizados pela instituição e pelo mercado de trabalho para que, enfim, critérios como raça, classe e identidade de gênero sejam considerados ao se estabelecer ações afirmativas.

Sabemos que a realização de um Censo Nacional pelo Conselho Federal da OAB é algo tangível, a exemplo do Censo Nacional da Jovem Advocacia, lançado em 2018.

O censo da jovem advocacia foi criado com o mesmo objetivo do nosso pleito: conhecer os desafios, as dificuldades e as necessidades profissionais da advocacia de todo o país por meio da captação científica de dados.

Na OAB de São Paulo já há o compromisso da atual gestão em realizar o censo na Seccional incluindo o quesito racial.
A previsão de início deste censo é em fevereiro de 2020 e a pauta foi encaminhada à gestão 2019/2021 pela presidente da Comissão de Igualdade Racial, Dra Maria Sylvia Aparecida de Oliveira.

É necessário, no entanto, saber quantos somos em todas as Seccionais do Brasil.

Nós existimos!

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