A ausência de referência de autores e autores negras ao longo da nossa vida estudantil e acadêmica é uma manifestação do racismo, através do apagamento da nossa produção intelectual.

A nossa Biiblioteca Negra, onde compartilhamos dicas de livros, é uma forma de enfrentamento a esse epistemicídio, que nada mais é que a morte simbólica de referências étnico-raciais, especialmente africanas e afro-brasileiras.

Conhecer a obra e o pensamento de autoras e autores negros, ainda que tardiamente, tem caráter essencial na emancipação de saberes e nos permite repensar o regime colonial e o quanto isso perpetua sistemas de opressão e exclusão e afeta nossa maneira de enxergar o mundo.
Precisamos descolonizar o pensamento jurídico, a formação da cultura jurídica nacional, e seu modelo monocultural eurocêntrico dominante.

Portanto, se faz necessário resgatarmos narrativas, especialmente as das relações raciais no Brasil, invisibilizadas e apagadas ao longo da história e incentivarmos a produção acadêmica de antigos e novos doutrinadores e doutrinadoras negras e negros.

Esse resgate é essencial para atuarmos, enquanto operadores de Direito, na desconstrução de paradigmas sociais responsáveis pelas desigualdades sociais que afetam, particularmente, a população negra e propor alternativas e soluções epistemológicas para problemas seculares, com novas perspectivas críticas.

Ler autores e autoras negras nas palavras do Dr. Veyzon Campos Muniz*: “É de um lado, se opor aos estereótipos construídos historicamente que colocam as pessoas negras em posição de subalternidade, bestialidade e empobrecimento sociocultural e, de outro, abraçar a necessária pluralidade de ideias”. Leia mais sobre clicando aqui.

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