Embora 56% da população brasileira se auto declare negra (pretos e pardos) esse índice não se reflete no mercado de trabalho.

A subrepresentatividade de negros e negras em grandes escritórios de advocacia foi alvo de estudo realizado pelo CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) em parceria com a Aliança Jurídica pela Equidade Racial e a FGV (Fundação Getúlio Vargas), que apontou que o número de advogadas e advogados negros entre associados nos maiores escritórios de advocacia do Brasil é de menos de 1%, ou seja, praticamente nulo.

Desde então esses escritórios vêm adotando novos critérios para a contratação de estagiários para aumentar o número de pessoas negras em seus quadros, sem no entanto apontar como ocorrerá a retenção e a mobilidade desses profissionais.

Para equilibrar essa balança é preciso ações mais amplas, como a adoção de políticas de equidade racial que provoquem mudanças em todos os níveis e a eliminação de critérios excludentes na seleção como formação em faculdades renomadas e domínio de um segundo idioma também na contratação de profissionais que já atuem na área jurídica.

Além disso, é preciso dialogar com entidades que atuem em benefício da inclusão da população negra no mercado de trabalho e contra o racismo no ambiente corporativo.

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