O Instituto da Advocacia Negra Brasileira – IANB, em conjunto com entidades estudantis como o Centro Acadêmico XI de Agosto, movimentos de defesa de Direitos Humanos e personalidades como Chico Buarque, lança hoje um manifesto em defesa do Padre Julio Lancelotti, ameaçado com uma CPI na Câmara Municipal de São Paulo pra investigar suas ações no centro da cidade. O texto afirma que a criação da comissão é um ataque “descarado e ofensivo” contra o religioso, destacando o trabalho do pároco na região da Cracolândia.

“O compromisso do padre Júlio Lancellotti com a população em situação de rua e com a defesa dos direitos humanos e sociais não será esquecido ou apagado —por mais que a extrema direita tente.”

O documento também tem apoio de figuras do mundo jurídico como Thiago Amparo e o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Na Câmara Municipal de São Paulo, a vereadora Luna Zarattini (PT) endossa a iniciativa.

A CPI das ONGs foi proposta pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil), deve ser instalada a partir de fevereiro na Câmara Municipal de São Paulo e conforme declarações do vereador, tem o pároco como alvo específico. Com a CPI, o parlamentar pretende investigar o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, conhecida como Bompar, e o coletivo Craco Resiste. Ambos atuam junto à população em situação de rua e a dependentes químicos da região central da cidade, assim como o padre Júlio.

As pretensões políticas dessa CPI têm propósitos eleitoreiros e sua ilegitimidade é evidente, com flagrante inversão de prioridades: vereadores do município, ao invés de se preocuparem com políticas públicas para a população em situação de rua, decidem gastar seus esforços criminalizando a bondade. É possível participar do manifesto clicando neste link.

Categories:

No responses yet

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *