A modernização da advocacia há tempos se apresenta como um caminho sem volta e a pandemia veio aparentemente antecipar nossa entrada na era digital.

Agora as audiências virtuais, adotadas como medida de emergência para o controle da pandemia do covid-19, tornam-se ferramenta essencial nos processos e com o fim da suspensão dos prazos processuais passarão a ser utilizadas em processos eletrônicos.

Essa é uma mudança que tem grandes chances de ser incorporada sob algumas formas pós pandemia, de modo que o acesso a justiça passará a significar acesso online.

É preciso considerar, no entanto, que somos um país onde o processo de inclusão digital ainda tem muitos desafios a enfrentar e esses desafios atingem inclusive a advocacia: nem toda a população tem dispositivos para conexão, acesso à rede ou completo domínio dessas ferramentas.

Além disso a qualidade da velocidade média da internet no Brasil ainda não é a ideal, nem todos escritórios (ou residências) têm banda larga com capacidade decente e poucos são os que aprenderam a lidar com segurança cibernética.

Precisamos, portanto, encontrar maneiras de fazer esta transição de maneira democrática, para que todos os profissionais possam exercer a advocacia remota e garantir que esta não seja mais uma ferramenta de exclusão de acesso à justiça.

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